Não, eu não sou contra uma intervenção militar na Síria, eu sou contra uma intervenção OCIDENTE na Síria. Ainda assim, o caso do uso de armas químicas não pode ser tão relevante quanto a morte de milhares de civis ao longo de todo o conflito. Quanto ao próprio uso das armas químicas, deveriam ser, fidedignamente, comprovados o envolvimento das tropas de Assad. E por que não os rebeldes?
Se há alguém que tenha que estar incomodado com o que acontece lá é a Liga Árabe e os seus componentes. Se eles não tomam uma atitude física contundente contra o território sírio é porque eles próprios não reconhecem, de fato, que há provas contra Assad.
Assad não é nem nunca foi nenhum santinho, assim como Sadam Hussein, mas uma intervenção militar de uma potência externa da região pode trazer males catastróficos não só para a população local como também para as relações externas entre países da região. Dez anos depois da invasão ao Iraque a população ainda se pergunta por que tem que conviver com tropas americanas naquele território, eles simplesmente perderam toda a administração local, de acordo com a Resolução obtida no Conselho de Segurança da ONU, para um país externo. Alguns teóricos chegam a afirmar, categoricamente, que se trata de um novo caso de colonialismo, tendo em vista que a administração local de empresas de petróleo e empreiteiras tornaram-se muito mais ocidente do revertidas em riqueza para a população local.
Encontramo-nos em um momento de graves problemas econômicos mundiais, revoltas acontecem até mesmo em territórios "desenvolvidos" europeus. Uma guerra movimenta a economia não para quem está na base, mas para quem está no topo da pirâmide financeira. Bancos lucram através de seus empréstimos gerando crédito para que a máquina militar possa ser alimentada, as empresas de petróleo também aumentam suas riquezas pois todos os veículos militares dependem de algum combustível derivado dele, as empreiteiras lucram por aumentarem as construções civis e os governos aumentam sua influencia de poder conquistando a atenção internacional e o poder em uma determinada região.
Não se iluda com essa história da Síria, não há santinhos ali. A Rússia tem interesse pois possui naquele território um setor estratégico de saída para mares quentes, assim como veem uma potencial ameaça territorial com o aumento da influencia americana no território. A China também reconhece a ameaça e se junta ao Irã, que já não é simpático ao governo ocidental. Israel terá um aliado importante próximo de si e o mundo Árabe, mais uma vez, entrará em um possível caos com o aumento dos números de atentados terroristas pois eles não aceitaram ninguém intervindo na região.
O jogo internacional é baseado no interesse, a partir do momento que se apoia um lado A ou lado B, escolhe-se o seu amigo e o seu inimigo. Não se iluda com essa de interesse humanitário na região pois, de fato, não há.
Se há alguém que tenha que estar incomodado com o que acontece lá é a Liga Árabe e os seus componentes. Se eles não tomam uma atitude física contundente contra o território sírio é porque eles próprios não reconhecem, de fato, que há provas contra Assad.
Assad não é nem nunca foi nenhum santinho, assim como Sadam Hussein, mas uma intervenção militar de uma potência externa da região pode trazer males catastróficos não só para a população local como também para as relações externas entre países da região. Dez anos depois da invasão ao Iraque a população ainda se pergunta por que tem que conviver com tropas americanas naquele território, eles simplesmente perderam toda a administração local, de acordo com a Resolução obtida no Conselho de Segurança da ONU, para um país externo. Alguns teóricos chegam a afirmar, categoricamente, que se trata de um novo caso de colonialismo, tendo em vista que a administração local de empresas de petróleo e empreiteiras tornaram-se muito mais ocidente do revertidas em riqueza para a população local.
Encontramo-nos em um momento de graves problemas econômicos mundiais, revoltas acontecem até mesmo em territórios "desenvolvidos" europeus. Uma guerra movimenta a economia não para quem está na base, mas para quem está no topo da pirâmide financeira. Bancos lucram através de seus empréstimos gerando crédito para que a máquina militar possa ser alimentada, as empresas de petróleo também aumentam suas riquezas pois todos os veículos militares dependem de algum combustível derivado dele, as empreiteiras lucram por aumentarem as construções civis e os governos aumentam sua influencia de poder conquistando a atenção internacional e o poder em uma determinada região.
Não se iluda com essa história da Síria, não há santinhos ali. A Rússia tem interesse pois possui naquele território um setor estratégico de saída para mares quentes, assim como veem uma potencial ameaça territorial com o aumento da influencia americana no território. A China também reconhece a ameaça e se junta ao Irã, que já não é simpático ao governo ocidental. Israel terá um aliado importante próximo de si e o mundo Árabe, mais uma vez, entrará em um possível caos com o aumento dos números de atentados terroristas pois eles não aceitaram ninguém intervindo na região.
O jogo internacional é baseado no interesse, a partir do momento que se apoia um lado A ou lado B, escolhe-se o seu amigo e o seu inimigo. Não se iluda com essa de interesse humanitário na região pois, de fato, não há.

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